43/100 - Seja Rigorosamente determinado e faça tudo o que for necessário. - 100 dicas para Valorizar a sua Imagem

#43/100 - Seja Rigorosamente determinado e faça tudo o que for necessário.

Muitos sonhos, inúmeras ideias e nenhuma ação! Como diz Amyr Klink:

“A pior derrota é não partir.”

A despeito das costumeiras opiniões pessimistas sobre seus sonhos e ideias, acredite em seu objetivo de vida e trabalhe vigorosamente por ele. Se desanimar no caminho, lembre-se do ditado:

“Fez porque não sabia que era impossível”.

Provavelmente se Santos Dumont perguntasse às pessoas o que achavam de sua ideia de construir um artefato que transportasse uma pessoa de um lugar a outro – pelo ar – ele não teria feito.

Não poupe esforços para atingir cada meta traçada. E cuidado com a tentação de cortar caminho. Talvez você passe por cima de detalhes que lhe serão úteis durante sua longa caminhada rumo ao sucesso. Sua Preocupação deve ser sempre com a qualidade de sua caminhada e não com a velocidade.

Marketing Pessoal – 100 Dicas para Valorizar a sua Imagem –

Sady Bordin Filho – Record.

STRIPPING – Considerações

STRIPPING – Considerações

Denomina-se Stripping ao desgaste parcial do esmalte interproximal realizado com objetivo de obter-se espaço para o alinhamento dentário.

É considerado um tratamento conservador e/ou uma alternativa auxiliar ao tratamento ortodôntico. Aplica-se com eficácia para o ganho de espaços nas arcadas superiores e inferiores e também para ajustar os tamanhos dentários em ambas as arcadas.

O Stripping permite obter espaço dentário com a mínima alteração do perfil facial; é o método de eleição quando se deseja eliminar espaços triangulares negros em pacientes adultos.

Esse desgaste pode ser realizado em qualquer etapa do tratamento. Geralmente, é uma técnica simples que não produz mal—estar ao paciente e não apresenta efeitos colaterais, quando realizado corretamente.

O desgaste interproximal, uma forma simples de ganhar espaço no arco dentário, vem sendo modificado por técnicas mais precisas que envolvem procedimentos que vão desde a forma manual até a utilização de instrumentos rotatórios.

Stripping significa, literalmente, do inglês:
Desfazer; descascar; raspar; tirar.

A técnica de Stripping foi introduzida por Ballard, em 1944. Nessa época, acreditava-se que o Stripping podia favorecer o desenvolvimento de cáries. Entretanto vários estudos realizados por renomados cardiologistas demonstraram que esse desgaste provoca uma reação de defesa no dente, criando zonas de enucleação, as quais produzem uma remineralização acelerada, já que a saliva neutraliza as zonas desgastadas e o processo de remineralização fortalece o esmalte. Essa remineralização começa uma hora após o desgaste.

Em casos de apinhamento leve ou moderado, o Stripping representa uma das possíveis alternativas para a solução do caso. Nos casos com apinhamento anteroinferior entre 4 a 7 mm, o Stripping pode ser planejado como alternativa à extração de um incisivo inferior.

Raras vezes existe a necessidade de reduzir a superfície mesial dos caninos decíduos. Entretanto, isso pode ser feito quando o ortodontista não pretende extrair os dentes permanentes e existe interferência localizada que resulta na rotação do incisivo lateral.

Fonte:
Ortodontia Contemporânea – Diagnóstico e tratamento –
Esequiel E. Rodríguez Yáñez – REVINTER – AMOLCA.

Análise de McNamara: Medidas Utilizadas na Avaliação do PADRÃO DENTÁRIO

Análise de McNamara:
Medidas Utilizadas na Avaliação do PADRÃO DENTÁRIO

Relação Ântero-posterior do Incisivo superior com a Maxila:

Corresponde à distância linear da face vestibular do incisivo superior até uma linha vertical paralela à linha Nperp, passando pelo ponto A – linha A.
A amplitude de variação normal desta medida vai de 4 a 6 mm. Valores mais altos indicarão a protrusão dos incisivos superiores, enquanto que valores mais baixos indicarão a retrusão destes dentes.

Fontes:
Manual de Cefalometria –
Oswaldo de Vasconcellos Vilella -Guanabara KOOGAN

[ARTIGO] Experiência de dor em adultos e crianças

TÍTULO:
Avaliação da experiência de dor em adultos e crianças depois de colagem de braquetes e arco inicial

AUTORES:
CAMPOS, Marcio José da Silva et al.

PUBLICAÇÃO:
Dental Press J. Orthod. [online]. 2013, vol.18, n.5, pp. 32-37.

INTRODUÇÃO:
Durante o tratamento ortodôntico, os pacientes rotineiramente relatam situações de dor, que ocorrem em até 95% dos casos. Essa dor é proveniente de alterações no ligamento periodontal e nos tecidos moles circundantes, e a sua intensidade e prevalência variam de acordo com a faixa etária dos pacientes.

OBJETIVO
O objetivo desse estudo foi avaliar a experiência de dor nos dentes e na mucosa bucal em pacientes adultos e crianças durante duas fases iniciais do tratamento ortodôntico.

MÉTODOS:
A intensidade de dor nos dentes e na mucosa bucal relatada por 20 pacientes, 10 crianças (11-13 anos) e 10 adultos (18-37 anos), foi registrada com uma Escala Visual Analógica (EVA) durante 14 dias, sendo 7 dias apenas com os braquetes colados e 7 dias com o arco inicial inserido.

RESULTADOS:
Não houve diferença significativa na intensidade de dor entre adultos e crianças.
Após a colagem dos braquetes, 50% das crianças e 70% dos adultos relataram dor; e, após a inserção do arco inicial, a prevalência de relatos foi de 70% para ambos os grupos.

Os adultos relataram dores constantes e de baixa intensidade na mucosa bucal, enquanto as crianças mostraram grande variação na intensidade, porém com tendência de diminuição durante o período de avaliação.
Os picos de intensidade e prevalência de dor nos dentes ocorreram, respectivamente para crianças e adultos, 24h e 48h após a inserção do arco inicial.

CONCLUSÃO:
De modo geral, as crianças exibiram menor prevalência de relatos de dor, porém com maior intensidade do que os adultos.

Palavras-chave:
Dor; Tratamento ortodôntico; Escala Visual Analógica.


LINK PARA O ARTIGO: AQUI (INGLÊS)

Distalizador de Veltri: VOCÊ JÁ CONHECE?

Distalizador de Veltri:


É um aparelho de distalização molar idealizado pelo Dr. Nicolas Veltri, 1990. É constituído por um parafuso de extensão palatossagital, cimentado a 90°, para obter a distalização bilateral dos molares.

Vantagens:
1. D ponto de visto biomecânico, o distalizador Veltri é capaz de produzir movimentos de translação dos primeiros molares superiores. Devido à rigidez do conjunto parafuso-braços-bandas, o ponto de aplicação das forças encontra-se no nível do corpo do parafuso. Assim, o vetor de força passa pelo centro de resistência dos primeiros molares superiores.
2. A ativação do distalizador é muito fácil graças à chave do expansor.
3. É estético, já que é cimentado na face palatina.
4. O custo de fabricação é inferior ao outros dispositivos de distalização molar.
5. O uso clínico do aparelho é simplificado, pois ao final da fase ativa do tratamento esse pode ser diretamente convertido em um aparelho de contenção.
6.  Estudos de alguns casos tratados com o distalizador de Veltri sugerem que, com esse dispositivo, a perda de ancoragem sofrida no segmento anterior da arcada maxilar é menor do que com o Jones Jig e com o Pêndulo.
 
Fabricação:

1. O aparelho é constituído por um parafuso palatossagital, o qual é unido às bandas cimentadas sobre os primeiros molares e segundos pré-molares superiores ou sobre os segundos molares superiores decíduos.
2. A ancoragem é constituída por um botão de Nance soldado ao corpo do parafuso.

Ativação:

O parafuso é ativado por meio de uma chave com dois quartos de volta por semana.
Sabendo que cada quarto de volta corresponde a uma ativação de 0,2 mm, a velocidade de distalização é de, aproximadamente, 1,5 mm por mês.

A correção completa de uma relação molar classe II, aproximadamente 5 mm, exigirá, em média, um tratamento ativo de 3 meses e meio. Ao final da fase ativa de tratamento, o aparelho é retirado, o parafuso é bloqueado e os braços que unem o parafuso às bandas dos segundos pré-molares são cortados.

Fonte:
Ortodontia Contemporânea – Diagnóstico e tratamento –
Esequiel E. Rodríguez Yáñez –
REVINTER – AMOLCA.

Hooks Deslizantes: Você já utilizou?

Hooks Deslizantes:

É uma técnica para distalizar molares onde se combinam uma mola aberta de NiTi, um jig deslizante e um elástico intermaxilar classe II.

O distalizador produzirá uma força de 75 a 150 g, dependendo da quantidade de compressão e diâmetro da mola, bem como da espessura do elástico corrente. Nessa técnica, colocar a mola aberta de NiTi e o jig deslizante no arco principal. Esse deverá ser de aço redondo de 0,020” ou retangular de 0,017 x 0,025”.
A mola e o jig deslizante deverão estar passivos, isto é, é a distância entre a aleta distal do canino e a face medial do tubo será a mesma ocupa a mola e o jig deslizante. A forma de ativá-lo será colocando um elástico intermaxilar de classe II desde Hooks deslizante ao Hooks do molar. No momento da abertura bucal, o elástico distende-se, o Hooks desliza e a mola de NiTi se comprime.

Vantagens:
1. Muito higiênico.
2. Fácil d fazer e econômico.
3. Produz uma distalização de 0,5 a 1 mm por mês.
4. Cômodo e bem aceito pelo paciente.
5. Pode ser utilizar de forma uni ou bilateral.

Desvantagens:
1. Dependemos de colaboração do paciente para ativação da mola (uso do elástico de classe II).
2. Não produz distalização em bloco.
3. Vestibularização do segmento ântero-posterior.

Recomendações:
1.  Ferulizar o segmento ântero-posterior para diminuir sua Vestibularização.

2. Ancorar com um arco lingual os molares inferiores, o que diminuirá a extrusão molar ocasionado pelo uso dos elásticos de classe II.
3. Quanto maior for o lúmen da mola aberta e menor o diâmetro do arco principal, mais rápido será a distalização.
4. Trocar, a cada 24 horas, o elástico intermaxilar.
5. Sugere-se elástico intermaxilar de 170g.
6. O elástico deverá distender-se em 3 vezes seu diâmetro original.

7. Recomenda-se ao paciente a ingestão dos alimentos com os elásticos de classe II.

42 - NÃO ABANDONE SUAS ORIGENS - 100 Dicas para Valorizar a sua Imagem

42 - NÃO ABANDONE SUAS ORIGENS:


É muito triste quando as que ficam famosas esquecem por completo o meio em viviam, quando eram simples mortais, desconhecidos.

Não deixe de voltar à sua cidade natal, de visitar amigos de infância e locais que frequentava.

Retornar às origens é uma demonstração inconteste de que você, apesar do sucesso, continua sendo uma pessoa simples.

Fonte:
Marketing Pessoal – 100 Dicas para valorizar a sua imagem – Sady Bordin Filho – Editora Record

ALERTA: Bochechos com água oxigenada são cancerígenos, mas são, livremente, indicado na internet

Título original em inglês:
Mouthwashes with hydrogen peroxide are carcinogenic, but are freely indicated on the internet: warn your patients!

Título em português:
Bochechos com água oxigenada são cancerígenos, mas são, livremente, indicado na internet: Alertar seus pacientes!

Autor:
CONSOLARO, Alberto.

Publicação:
Dental Press J. Orthod. [online]. 2013, vol.18, n.6, pp. 5-12. ISSN 2176-9451. 

Resumo:
Tudo começou no Egito antigo, onde procurava-se clarear os dentes com bochechos antissépticos com ureia da urina humana. Os dentes se harmonizam com expressões de sentimentos, na comunicação, como uma verdadeira vitrine do cérebro e seus conteúdos!
Clareadores dentários são medicamentos, e não cosméticos!
Bochecho com água oxigenada representa um procedimento improcedente e perigoso! O uso do peróxido de hidrogênio ou água oxigenada na boca deve ser feito diretamente pelo profissional da Odontologia, treinado para proteger as mucosas contra o contato desses produtos.
O tempo e a forma de uso requerem cuidados, para se proteger ou diminuir os efeitos indesejáveis sobre os tecidos.
Vários websites "ensinam" como adquirir e preparar água oxigenada para fazer bochechos antissépticos e clarear os dentes. Alguns websites se referem ao profissional da Odontologia como um "explorador", por não ensinar isso ao paciente.

No presente artigo, procuraremos informar e dar fundamentos para que os profissionais da Odontologia e auxiliares possam embasar suas reflexões, opiniões e condutas relacionadas ao tema "uso indiscriminado e livre de peróxido de hidrogênio na boca sobre os dentes e mucosa bucal".
Esses websites, blogs e perfis em redes sociais abusam da fé pública e deveriam ser acionados judicialmente, imediatamente, pelas autoridades públicas, pelo crime contra a saúde das pessoas.

LINK PARA O ARTIGO: AQUI

Tipos de Elásticos Intermaxilares - 2ª parte.

05 - Elásticos em forma de "M" ou "W":

Esses elásticos são usados para extruir um grupo de dentes e fechar de maneira efetiva a mordida.
Aqui deve usar o elástico de 300g.

06 - Elástico triangulares:

A.    Classe II: São de forma triangular com uma orientação classe II. Indicados por seu componente vertical de extrusão em mordidas aberta.



B.    Classe III: de forma triangular; usados por seu componente vertical de extrusão da parte posterior do arco superior para a correção sagital da má oclusão Classe III.

07 - Elástico para mordida cruzada:

Usado para descruzar a mordida de um dente ou grupo de dentes. Colocado nos dentes opostos na face palatina de um molar superior até o gancho do molar inferior do mesmo lado, por exemplo. Também chamados de em "Z" ou Cruzados.

08 - Elásticos Assimétricos:

Utilizam-se elásticos classe II de um lado, elástico classe III do lado oposto e um elástico de linha média.
Correção: desvio da linha média.



Fonte:
Ortodontia Contemporânea - Diagnóstico e Tratamento -
Esequiel E. Rodríguez Yáñez -
REVINTER AMOLCA

Tipos de Elásticos Intermaxilares - 1ª parte.

01- Elásticos Retangulares ou em caixa:

Os elásticos em caixa podem ser colocados na região anterior ou posterior; ajudam a provocar a extrusão dentária e melhoram a intercuspidação.

Estão indicados para fechar espaços, extruir um segmento dos arcos dentários e intercuspidar, fechar mordidas anteriores e posteriores, melhorar o overbite e o overjet, podem ser colocados em diversos vetores: Classe I, Classe II ou Classe III.
 
02 - Elástico em forma de 'U':

Esse elástico tem efeito de extrusão, de maneira que pode ser usado com segmentado ao arco antagonista.

03 - Elástico em Delta:

Esse elástico tem forma de triângulo.
Auxilia no refinamento da intercuspidação.
Pode ser usado como um triângulo curto, que se usa a componente vertical de extrusão para um só dente em infraoclusão. Ajuda a fechar as mordidas abertas entre 0,5 a 2 mm.

04 - Elástico em "V":

Esse elástico tem um componente vertical de extrusão leve.
Pode ser usado para extruir um dente.




Fonte:
Ortodontia Contemporânea - Diagnóstico e Tratamento -
Esequiel E. Rodríguez Yáñez -
REVINTER AMOLCA

Arco de Intrusão com Loops: Vantagens, desvantagens e Recomendações.

Arco de Intrusão com Loops:

A intrusão é realizada com uma alça vertical de 5 a 7 mm de altura e, no extremo gengival, forma-se um loop.
Elaborada no arco principal – aço ou TMA – está localizada, geralmente, entre o Incisivo lateral e o Canino.
Realiza uma intrusão anterior de 3 a 5 mm.



Vantagens:
1 – Produz intrusão controlada.
2 – É cômoda.
3 - Por causa do loop, os movimentos intrusivos são leves e constantes, aproximadamente 20g por dente.
4 – Realiza-se a intrusão em um período curto de tempo.

Desvantagens:
1 – Necessita de tempo para elaboração e ajuste do arco intrusivo.
2 – Depois da colocação desse arco, todos os subsequentes deverão receber dobra intrusiva.
3 – O loop pode invaginar-se se não for feito de forma correta.
4 – Pela força intrusiva produzida pelo arco, ocorre com frequência, inflamação gengival no segmento anterior.

Recomendações:
1 – Ferulizar ou ancorar o segmento posterior.
2 – Realizar as dobras com arco retangulares para maior controle.
3 – Separa o loop da gengiva do segmento anterior em 2 a 3 mm.
4 – O loop deverá ser realizado próximo ao centro de resistência dos dentes.
5 – Dar torque negativo no segmento ântero-inferior.
6 – Ativar a arco a cada 2 meses.

Fonte:
1.001 Dicas em Ortodontia e seus Segredos -
Esequiel E. Rodriguez Yáñez -
Revinter  AMOLCA

Medidas Utilizadas na Avaliação do PADRÃO ESQUELÉTICO: Ângulo do Eixo Facial - 3ª Parte

Medidas Utilizadas na Avaliação do PADRÃO ESQUELÉTICO:

Ângulo do Eixo Facial:

Corresponde ao ângulo formado entre a linha Ba-N e o eixo facial, conforme foi preconizado por Ricketts. O eixo facial é determinado pela união do ponto gnático (Gn) com o ponto mais superior e posterior da fossa pterigomaxilar (PTM). O ângulo a ser medido tem o vértice voltado para a face do paciente (Ba-PTM-Gn).


Seu valor normal é 90º. Por convenção, do valor encontrado deve-se subtrair 90º.


Desta forma, um crescimento vertical excessivo será traduzido por um ângulo negativo, ao passo que um crescimento horizontal excessivo terá como consequência um ângulo com valor positivo.

Fonte:
Manual de Cefalometria - Oswaldo de Vascocellos Vilella - Guanabara Koogam

Razões para o fracasso mini-implantes: A escolha do local de instalação deve ser valorizado!

As perdas de mini-implantes estão quase sempre relacionadas aos aspectos físicos e mecânicos decorrentes de uma escolha inadequada do local de inserção.
Deve se destacar que:
a) As cristas ósseas alveolares interdentárias têm flexão e se deformam, e podem não oferecer ancoragem tão absoluta. Quanto mais cervicais, as estruturas são mais delicadas e oferecem menos suporte físico para os mini-implantes;
 b) as cristas ósseas alveolares triangulares se deformam mais, e as retangulares são menos flexíveis;
c) as bases do processo alveolar nos corpos da maxila e mandíbula não têm capacidade flexiva, e seu volume e estruturas são maiores, logo, são mais receptivas para mini-implantes;
d) quanto mais próximo da cervical se coloca um mini-implante, maior é o risco de se perdê-lo; quanto mais apical se coloca o mini-implante, melhor é o seu prognóstico;
e) avaliar a região tridimensionalmente representa um passo fundamental no planejamento do uso de mini-implantes.

Com base nessas considerações, as hipóteses para a perda de mini-implantes são:
1) Deflexão do processo alveolar da maxila e mandíbula, quando fixados em posições mais cervicais;
2) proximidade com o ligamento periodontal e o movimento dentário intra-alveolar normal;
3) densidade óssea menor, pouca espessura e menor volume ósseo alveolar;
4) espessura menor da cortical óssea alveolar;
5) pressão excessiva, induzindo microfraturas ósseas trabeculares;
6) locais de maior fragilidade anatômica mandibular e maxilar;
7) espessura maior do tecido gengival não considerada na escolha do mini-implante.

Link para o artigo: aqui (inglês)

Lesões Necróticas na Disjunção Palatina: Explicação e Prevenção

Artigo:
Lesões necróticas na disjunção palatina: explicação e prevenção.

Autores:
Alberto Consolaro, 
Valdomiro Rebellato Júnior,
Maria Fernanda M-O. Consolaro, 
José Antônio Rebouças de Carvalho Júnior

Resumo:
A anatomia do palato, em especial a vasculatura responsável pelo seu aporte sanguíneo, deve ser mais um dos fatores considerados no planejamento da disjunção palatina, especialmente na confecção do aparelho. Essa disjunção está indicado para aumentar as medidas transversais da face. Esse aumento é obtido à s custas da separação das maxilas, com posterior ossificação do espaço conseguido na sutura palatina mediana. Esse procedimento é realizado entre 10 e os 15 anos de idade, mas na idade adulta também pode-se conseguir resultados satisfatórios.

O aparelho disjuntor das maxilas mais utilizado, desde 1961, é o disjuntor tipo Haas. A eficiência dos aparelhos disjuntores palatinos dentomucossuportados vai depender da frequência, intensidade e duração da força da estrutura acrílica sobre o palato e da estrutura metálica sobre os dentes.

A força aplicada pelos aparelhos dentomucossupotados pode, eventualmente, provocar isquemia na região, por compressão das artérias palatinas, promovendo redução do fluxo sanguíneo na mucosa e submucosa ou até, em casos extremos, o infarto das glândulas salivares menores com ulceração.

link para o artigo: aqui

COMO A VIDA DA CRIANÇA QUE ENGASGOU COM UM DENTE PODERIA SER SALVA.

COMO A VIDA DA CRIANÇA QUE ENGASGOU COM UM DENTE PODERIA SER SALVA.

Foi uma grande tragédia, a morte da pequenina baiana em Ubaitaba.
Sem dúvidas!

Relembrando o caso:

Uma menina de quatro anos morreu na manhã da terça-feira, 29/07, após se engasgar com um dentinho de leite, extraído em uma cirurgia, realizada por uma dentista na cidade de Ubaitaba.
Segundo a Polícia Militar de Ubaitaba, a menina ficou sufocada e sofreu duas paradas cardíacas, morrendo após a segunda. Um médico e sua assistente, socorrista do SAMU, ainda tentaram fazer a menina desengasgar, mas não conseguiram e a encaminharam para o hospital de Ubaitaba. Ao chegar no Hospital, um outro médico a encaminhou para uma unidade médica da cidade de Itabuna. Nesse trajeto, a pequenina sofreu duas paradas cardíacas e, infelizmente, não resistiu.

Então, antes de sair apontado o dedo e fazendo uma caça às bruxas, pergunto:
E se essa tragédia ocorresse em nossos consultórios?
Estamos, realmente, preparados para socorrer uma vítima de engasgamento?
Se ocorresse com a minha filha, como eu iria agir?

Primeiro, saiba que morte por engasgamento e asfixia é mais comum que pensamos e/ou imaginamos. Não é brincadeira, muita gente morre dessa forma. Muitas são causadas por comida ou por outro corpo estranho que as crianças/adultos levam à boca. E poucas são causadas por acidente, como esse que vitimou a menina.
Segundo, existem algumas manobras, certas, que podem e devem ser feitas para salvar uma vítima de engasgamento.

Vamos lá:

O objeto pode causar uma obstrução total ou parcial da traqueia, impedindo, assim, do fluxo de ar passar pelas vias aéreas. No caso de asfixia, se a criança balbucia, chora ou tosse é sinal de que o ar está passando pelas vias aéreas, provavelmente, estamos perante uma situação de obstrução parcial. A tosse é o mecanismo reflexo mais potente para reverter esta situação, por isso, deve incentivar a pessoa a tossir.

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Existe uma manobra, chamada de Técnica de Tapotagem, que consiste em uma série de “pancadinhas” nas costas da vitima.  Elas são dadas com a mão em concha e podem ser feitas com a vítima em pé, assentada ou deitada.
Ainda há a Manobra de Heimlich: Para realizar esta manobra ficar atrás da pessoa e envolver-lhe a cintura com os braços. Fecha uma mão e coloca a “junta” do polegar acima do umbigo, à altura da boca do estômago, entre o umbigo e o tórax. Agarra o punho com a outra mão e realiza uma forte pressão para dentro e para cima, o que provocará um aumento da pressão no tórax. Esta pressão obrigará o ar que está dentro dos pulmões a sair, arrastando o corpo estranho.


Se a vitima for uma criança e se estiver consciente:


1- Posicione de bruços em seu braço e efetue cinco compressões entre as escápulas (osso localizado na parte de cima das costas);

2- Vire-a de frente para você e efetue cinco compressões sobre o esterno (osso que divide o peito ao meio), na altura dos mamilos;

3 - Tente visualizar o objeto. Se conseguir, retire-o delicadamente;

4 – Em caso negativo, faça a Manobra de Heimlich.

5- Em caso negativo, repita a manobra até a chegada ao hospital.

Se estiver inconsciente:

1- Deite criança de costas em seu braço e libere as vias aéreas (nariz e boca);

2- Verifique se respira;

3- Se não estiver respirando, efetue duas respirações boca a boca;

4- Observe a expansão torácica. Se não visualizar movimentos, repita a liberação das vias aéreas e as duas respirações;

5- Em caso negativo, repita a manobra até a chegada ao hospital;

Em Adultos:
Se a vítima estiver tranquila e sem sufocar, aplique a Técnica de Tapotagem, ou:

1- Posicione-se atrás da vítima;

2- Coloque uma mão fechada na região epigástrica (boca do estômago, entre o umbigo e o osso pontudo do peito);

3- Coloque a outra mão aberta sobre a mão fechada e desfira cinco golpes para cima e para dentro da barriga, até que o objeto saia.


Em tempo:
- Nunca tente remover o objeto que está obstruindo a passagem de ar sem tê-lo enxergado e identificado antes.
- Não devemos dar de beber para a vítima.
- Nenhuma medida tomada deve atrasar a busca de atendimento médico. Em todo caso de acidente, sempre ligue para o serviço de emergência (SAMU 192 ou Bombeiros 193) ou procure pelo pronto-socorro mais próximo.
- Os primeiros socorros para asfixia ou engasgo devem ser tomados até que seja possível o atendimento especializado.



Se por fatalidade, um incidente desses ocorrer em seu consultório, a primeira atitude é manter-se calmo, mesmo porque tanto a vítima quanto o acompanhante estarão extremamente nervosos e assustados. Faça com cuidado os primeiros socorros enquanto chega a emergência. Essa primeira manobra será determinante para um desfecho feliz. 

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